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12/09/2017
/Eventos

Estudo com biossimilar é debatido no ESMO 2017

Acontece dos dias 8 a 12 de setembro em Madrid, Espanha, um dos maiores eventos de oncologia do mundo: o ESMO 2017, Annual Congress of the European Society for Medical Oncology.

Com 16 mil membros que representam profissionais de oncologia de mais de 130 países em todo o mundo, a ESMO é a organização profissional líder em oncologia médica e a sociedade de referência para educação oncológica e informação.

Dr. Gilberto Amorim, membro do conselho científico da Fundação Laço Rosa, acompanhou o congresso e comenta sobre pesquisas com biossimilares apresentadas no evento:

“Muito tem se falado sobre os altos custos da oncologia moderna, especialmente com a chegada  das drogas imunoterápicas. No entanto, apesar dessas novidades serem realmente muito relevantes, é importante considerar que a chegada dos biossimilares ao mercado oncológico, pode representar uma diminuição de custo em torno de 30% a 40%. Existem muitas preocupações com relação a qualidade dessas moléculas quando comparadas com as drogas inovadoras, especialmente os anticorpos monoclonais tradicionais, como trastuzumabe e tantos outros, mas o fato é que os dados clínicos vão se avolumando e várias empresas importantes estão por trás desses biossimilares.”

Um dos estudos apresentados no congresso, compara quimioterapia + herceptin, como braço controle x trastuzumabe biossimilar com quimioterapia. São estudos de fase 3, randomizados com mais de 700 pacientes avaliadas. 

Nos estudos com as moléculas de biossimilar de trastuzumabe, o número de respostas patológicas chegou a ser superior ao braço controle. Não existe diferença estatística, mas as drogas são equivalentes.

O uso de anticorpos monoclonais pode ser uma ferramenta para diminuição de custos para saúde oncológica e ampliação ao acesso, se tivermos drogas eficazes e com empresas farmacêuticas sérias por trás.