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Data do Post
04/09/2017
/Bem estar

Atividade física diminui risco de recidiva

Manter o corpo em movimento, é bom não só para ajudar na boa forma e qualidade de vida, mas também para prevenir diversas doenças. Entre elas, o câncer.

Mas você sabe por que os exercícios têm tanta influência na doença?

Não existe uma resposta concreta sobre isso, mas o que tudo indica,  prática constante de exercícios físicos, destaca dois pontos: no bloqueio e redução da carcinogênese do tumor, ou seja, na formação e progressão tumoral, e também na angiogênese, que é a proliferação dos vasos que nutrem o tumor (eles só crescem na dependência da formação desses vasos). Quem explica essa relação, é a médica fisiatra Christina Brito, Coordenadora do Serviço de Reabilitação do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), que complementa: “o exercício diário também diminui a inflamação do organismo, e isso é ótimo, porque o câncer gosta muito de ambientes inflamatórios”.

Outra boa notícia é que a prática de atividades tem relação direta com a redução do risco de recidiva (reaparecimento) do câncer. Um estudo de 2005 publicado no periódico JAMA demonstrou que aqueles que passaram a caminhar por pelo menos 30 minutos, em média cinco vezes por semana, na velocidade de cinco a seis quilômetros por hora – ou fizeram exercícios equivalentes –, apresentaram cerca de 60% de redução do risco de recidiva da doença, menor mortalidade por câncer de mama e menor probabilidade de morrer por outras causas.

Engana-se quem acredita que o paciente com câncer precisa ficar de repouso absoluto e está isento de praticar exercícios. Se a pessoa tiver uma capacidade funcional boa e sem doença crônica associada, exercícios aeróbicos são uma boa pedida. “A caminhada é o exercício mais democrático que existe. A intensidade tem que ser de mínima a moderada, ou seja, andando como se estivesse atrasado e começando a suar. Mas, ainda assim, a pessoa pode dançar, pedalar, nadar”, explica a fisiatra. Mas mesmo para exercícios básicos assim, é fundamental ter o aval do médico oncologista.

E quando NÃO é recomendado?

Quando o paciente estiver com uma anemia muito acentuada, já que esse paciente tem deficiência de hemoglobina, responsável por transportar o oxigênio pelo organismo. Outra situação é quando o nível de plaquetas está muito baixo.

Em situações em que a pessoa possui metástases ósseas, dependendo da localização e do tipo de dor, o exercício também fica contraindicado. Entretanto, antes é realizado um score de risco para fraturas. Se, por exemplo, o paciente está com uma metástase no membro superior, mas há baixo risco de fratura, pode ser recomendada atividade com baixa carga. “Mas cada caso é um caso. Por isso, é importante a avaliação de um especialista que vai indicar o melhor tratamento a partir da capacidade daquele paciente”, diz a especialista.

 

Fonte: http://bit.ly/2eysYoh