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Data do Post
30/05/2018
/Papo médico

Mamografia: o que você precisa saber

A Mamografia é um exame radiológico da mama, que pode identificar tumores de pequenas dimensões, antes que sejam clinicamente palpáveis. A realização da mamografia não previne a ocorrência do câncer de mama, mas pode detectá-lo em fases muito iniciais e com isto, aumenta muito as chances de cura, com o menor dano possível às mulheres. As mulheres que realizam mamografia com regularidade, apresentam tumores menores, com maiores chances de cura das que não realizam. 
A idade do início do rastreamento de mulheres assintomáticas através da mamografia tem sido questionada em diversos países e diferentes recomendações podem ser vistas, baseadas em diferentes pontos de vista.
 
Quem deve fazer a mamografia?
 
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) em conjunto com a American Medical Association, the American College of Obstetricians and Gynecologists, the American College of Radiology, the American Cancer Society, the National Cancer Institute, and the National Comprehensive Cancer Network. recomendam a realização da mamografia anualmente em mulheres maiores de 40 anos. 
 
O Ministério da Saúde recomenda a realização da mamografia bi-anualmente em mulheres maiores de 50 anos (MS – INCA).
 
As diferentes recomendações baseiam-se em interpretações de evidências que analisam, não apenas o benefício, mas riscos e custos referentes ao rastreamento populacional de rotina.
 
Apenas a mamografia é suficiente?
 
Como todo “teste diagnóstico” a mamografia não é um exame perfeito. Sobretudo em mulheres jovens, devido a maior densidade mamária, a mamografia pode não demonstrar pequenos tumores. (Chamado Falso negativo do exame). De outra forma, considera-se falso positivo, a presença de imagens classificadas como suspeitas vistas a mamografia, causadas por patologias benignas, que confundem com os sinais também presentes no câncer e obrigam a realização de outros exames e até biópsias.
 
A necessidade de outros exames complementares, como ultra-sonografia da mama e a ressonância magnética e sobretudo quando se indica a realização de biópsias, aumenta consideravelmente os custos relacionados a mamografia e também é responsável em vários estudos por estresse nas mulheres que a realizam e obtiveram um exame com resultado falso positivo.
 
Rastreamento
 
Recentemente, alguns autores demonstraram que o principal benefício da redução da mortalidade do Câncer de mama, deve-se principalmente aos avanços no tratamento médico-farmacológico, do que ao rastreamento da população assintomática. 
 
Nos países desenvolvidos, onde o governo oferece cobertura do rastreamento mamográfico para pelo menos 70% da população, discute-se se pode ocorrer o chamado “overdiagnosis”. Overdiagnosis, seria descobrir tumores muito iniciais, que provavelmente não representariam ameaça as mulheres, sobretudo as mais idosas. 
Infelizmente no Brasil não existe programa de rastreamento populacional, e diversos estudos demonstram que na rede pública, o rastreamento mamográfico cobre cerca de 20-35 % da população que deveria ser rastreada, dependente da região em que a mulher se encontre. A OMS recomenda que a cobertura mamográfica deva ser de 70% para que tenha a efetividade esperada.
 
A Sociedade Brasileira de Mastologia, Colégio Brasileiro de Radiologia e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia apresentaram em 2017 recomendações de realização da mamografia anualmente a partir de 40 anos.
 
Mesmo que os avanços do tratamento possam significar melhores chances, diversos estudos já confirmaram que pacientes que realizam mamografia regularmente tem maiores chances de receber tratamento cirúrgico menos mutilante e frequentemente menor chance de receber quimioterapia.
 
Informações importantes sobre a mamografia:
 
 
Fontes: SBM, Breastcancer.org